Thursday, November 24, 2005

PRIMEIROS CAPÍTULOS
RECAPTULANDO...

Primeira imagem da história ou do filme: uma mao toca a campanhia.Uma mao jovem, bonita, com dedos finos e longos, com unhas pintadas de vermelho e com duas alianças no dedo, toca a campainha da casa dos Santiago. Eram 22:20 h. O vento gelado agitava fortemente os galhos das árvores anunciando que a chuva nao tardaria. Em poucos segundos, Alberto abre e porta e fixa seu olhar na visitante. Com livro e óculos na mao, ele mal pode acreditar no que vê:

Ela está ali... Parada... Com um vestido leve, quase transparente, apesar do frio. Ao seu lado uma pequena valise. Seu corpo treme de frio e de nervoso.Voltar naquela casa, depois de tanto tempo, lhe deixa assim... Olha Alberto sem saber qual será a sua reação. Os minutos parecem séculos... As primeiras gotas de chuva escorrem pelo seu rosto... O vento gelado castiga sua pele, mas não mais do que o olhar daquele homem...

Como esquecer o que se passara naquela casa! ....Como chegar num lugar tão conhecido, sem demonstrar a aquela espécie de pânico que sentiu ao ver aquele homem alí parado na sua frente, olhando-a fixamente, sem demonstrar nenhuma emoção. Apenas deixando o livro ficar na mesa do telefone, que começou a chamar quebrando um pouco do silêncio que se formou naquela sala, com a porta ainda entreaberta....Seus pensamentos iam e vinham em frações de segundo como a querer dizer, não entra!!!Titubiando entre segurar o que trazia nas mãos, Mariah se colocou muda ante a presença de Alberto...

Sem jeito, Alberto sinalizou com os braços para ela entrar. Acomodou num canto a valise já molhada pela chuva e fechou com o pé esquerdo a porta que ele abrira a instantes.Mariah o acompanhou para uma sala iluminada apenas por um longo abajur ao lado da lareira que estava acessa, sentindo no ar o perfume da madeira queimando.Num gesto automático se achegou para perto do fogo e frenéticamente esfregou as mãos como se estivesse com muito frio, ....mas algo lhe dizia que a sensação térmica de frio era muito mais de nervoso do que pelo fato de se encontrar toda molhada......

Mariah, entao, decide entrar naquela que foi sua casa durante anos. Alberto a manda sentar, esforçando-se para ser minimamente educado, mas sua voz soa como um grunhido. Ele tenta disfarçar sua surpresa e passa as duas maos no cabelo - gesto caraterístico de seus momentos de nervosismo. Era inevitável que ambos se sentissem desconfortáveis com a situaçao. Mariah repousa a valise (que chic!) na mesa de centro e prepara-se para sentar quando, pela porta entreaberta, fugindo da chuva ou sentindo a proximidade de sua dona, aparece Rufo - o imenso sao bernardo. Rufo precipita-se sobre ela, colocando as duas patas enormes em seus ombros, o que a faz cair no sofá. Esta era a melhor recepçao que ela poderia esperar e, sem poder reprimir a surpresa e a alegria, o afaga com carinho, murmurando:- Rufo, meu bom Rufo. O cahorro pula, rodopia e late, expressando sua alegria.Alberto, irritado, grita para que o cachorro abandone o recinto. Rufo nao ouve e continua fazendo festa a Mariah. Alberto se aproxima, pega o cachorro pela coleira e o coloca para fora, fechando a porta num golpe que soou forte aos ouvidos dos dois. Entre eles, novamente, se estabelecia o silêncio. Mariah pensa em como romper as barreiras e conversar sobre os assuntos que a tinham levado ali. Alberto, cabisbaixo, se pergunta o que ela estava fazendo ali.

......ainda com o Rufo latindo e arranhando a porta desesperado para entrar, Mariah já refeita daquela sensação de frio e nervoso e percebendo que Alberto agora sim, demonstrava a sua dificuldade de se recompor frente a ela, vai de supino até a velha cristaleira que ela certa vez havia comprado num Antiquário e pega duas taças e uma garrafa de um vinho tinto e o leva para que Alberto a service.Desconcentrado, ao pegar as taças ele as deixa uma cair, enquanto Mariah, agora mais senhora de si, sorri timidamente.....

Interrompendo aquele momento, novamente Alberto pergunta o que ela estava fazendo ali.- Um caminho de volta, responde Mariah, quase num sussurro...- Um caminho de volta, repete, desta vez de uma forma mais clara e audível, até pra ela mesma! Porque há momentos na vida em que algumas coisas precisam ser esclarecidas, explicadas, entendidas, pensa Mariah, sem ousar falar...Ele olha pra ela ali, cabelos em desalinho, tão vulnerável... A resposta parece fazer sentido e ser suficiente. A atitude de defesa, de repente dá lugar àquele homem gentil, que Mariah conviveu, um dia.-Passe a noite aqui, decide ele, rapidamente. Como que não querendo mais protelar aquele momento, ele diz:- Fica no teu quarto. Amanhã conversaremos melhor.Fala ainda:-Boa noite, e sai, rapidamente, sem olhar pra Mariah...Ela se aproxima do fogo, na lareira, fecha os olhos e vive, docemente, a sensação de estar em casa, depois de tanto tempo...

....e alí ela fica por horas, pensando se tinha agido certo ao voltar. Feliz com a recepção de Rufo e embora a de Alberto não tenha sido muito amigável, ainda tinha esperança de terem uma conversa. Continuou bebendo até que, descontraída, resolve procurar Alberto para "discutirem a relação". Tinha ficado muita coisa por resolver quando de sua saída e agora era a hora.Alberto estava sentado em sua poltrona predileta, sob a luz de um abajur, lendo e escutando música... Ao ver a aproximação de Mariah, levantou, mostrando indignação pela ousadia de sua ex-mulher (noiva, caso...) entrar em seu quarto...

agora sozinha naquela sala, Mariah se aconchega na velha cadeira perto da lareira e sorri como não acreditando que pudesse estar ali,.... com uma garrafa de vinho na mão e uma taça sobre a mesa. Sentindo-se em casa novamente,vai até a cozinha pega um abridor e vai até a porta dos fundos e faz Rufo entrar para lhe fazer compania, já que Alberto havia se retirado para o quarto, ainda aturdido com tudo.... Feliz Rufo se joga contra as pernas de Mariah, quase a derrubando...

Mariah passeia os olhos lentamente pela sala, até que seus olhos encontram os porta-retratos. Neste momento, pousa a taça de vinho na mesa e dirige-se à estante. Ela havia colocado as fotos aí há muitos anos...Com pesar, ela percebe que na primeira foto, a que aparece com Alberto, aos 20 anos, ela irradia alegria e entusiasmo. Os dois estao abraçados e sorridentes. Na seguinte foto, ela está só. A seriedade e a resignaçao estao estampadas em seu semblante. Mariah fixa bem esta imagem, e inúmeras imagens vinculam-se aos seus pensamentos. Em uma década, sua vida havia dado um giro completo. Ela continua este momento de recordaçoes e seus olhos percorrem a terceira foto. Nesta imagem, ela está zen, passeando pelas montanhas do Nepal. Para nao endoidar, naquele momento, tinha seguido a filosofia de Buda.(Gurias, acho que Buda e a valise nao combinam muito, né? Tá complicado. Vou refazer. Acho que vou introduzir mais gente, para ver que cor vai dar.)No outro lado do mundo, Istiuarte pensa em Mariah. Na sala ao lado, seus 5 filhos conversam, riem e ouvem música. Música alta, burburinho...Istiuarte resolve sair para dar uma volta e acomodar seus sentimentos. Na esquina, encontra com Serafim, seu grande amigo no nordeste do Brasil. Junto com Serafim, outro brasileiro, Gaudêncio, do sul do Brasil. Com eles, Creuzodete, uma carioca espetacular. Istiuarte se alinha a eles e caminham em direçao ao parque. A noite está tranquila e estrelada. Ao longe, se ouvem algumas notas de um sax que parece chorar.Serafim passa o braço sobre os ombros de Istiuarte e fala:- Istiuarte, véio, num fique assim , nao! Num se aperreie, nao. Dexe de muganga.Creuzodete, ouvindo o comentário de Serafim, pergunta:

Mariah depois de beber o vinho sozinha e revisar toda aquela sala que por muitas vezes tinha sido o palco de noites de amor, ao pé daquela lareira acessa...., sorve a ultíma gota de vinho e começa a caminhar em direção ao quarto onde Albertro havia se recolhido.. Sobe de vagar sem vacilar, acompanhada de Rufo que feliz não cansava de abanar o rabo.Ao chegar no topo da escada, respira mais uma vez o ar pesado que estava todo concentrado lá, talvez por não abrirem as janelas a muito tempo, parecia que lhe faltava sol naquela sala....Sem pestanejar ela nem bate à porta, simplesmente pega a maceneta e gira ...e para a sua surpresa ela está trancada coisa que Alberto nunca fazia. Mariah sorri com um ar inigmático.....Entendo o significado daquele momento....resolve ir para o quarto que Alberto havia falado para ela se acomodar para dormir.Melhor assim, pensou!!!Não havia como falar tantas coisas assim de repente. Precisaria um outro momento, talvez pela manhã duranto o café....Cansada pela viagem e pela emoção procura se acomodar da melhor maneira possível naquela cama onde pela última vez havia dormido....Rufo faceiro, lambia o pé de Mariah que descansava a descoberto naqueles lençóisalvos e perfumados, o que acabou chamando a atenção dela, pois pelo que sabia, Alberto nunca tinha muita atenção para esse tipo de detalhes. Ele sempre falava que isso era assunto para mulher.....Um pouco surpresa por ter pensado sobre isso naquela hora da noite, Mariah ficou imaginando se não haveria alguém que tomasse conta desses detalhes que como Alberto falava era coisa de mulher. Será que ele tinha casado de novo ? Se casou, porque ela não estava com ele? Será que tinha viajado? Pensando sobre isso ela acabou cedendo ao cansaço físico da viajem e adormeceu. Rufo ao pé da cama, acomodou-se também, sem antes dar um "pum" mal cheiroso......

Enquanto Mariah adormece - depois de beber o vinho todinho!!! -, Alberto, em seu quarto, pensa na maneira como reagirá Leonor quando souber que sua esposa está de volta, depois de anos de ausência e de silêncio. Seus pensamentos deslocam-se para aquela jovem cheia de energia, que alegrava suas horas, afastando os anos de silêncio e de solidao. Recordava que a tinha conhecido através de Istiuarte, seu amigo de infância. Que ironia! Inúmeras lembranças saltavam em seu pensamento. Istiuarte, seu velho companheiro. Nao, nao era mais seu companheiro. Havia sido seu melhor amigo desde que entraram no colégio. Seguiram juntos pela vida até conhecerem Mariah - quando tinham 25 anos. Os dois se apaixonaram por ela! Foi amor à primeira vista - para todos. Os três, juntos, pareciam viver a grande história de amor. Ela completava aquelas almas amigas. Fechava o círculo. As recordaçoes fazem Alberto levantar-se da poltrona. Ele aproxima-se da janela, com passos lentos e olhar perdido. Lá fora, a chuva e o vento dançam na escuridao da noite. Ele passa as maos no cabelo e sente que a dor ainda está presente em seu coraçao. Seu pensamento volta novamente àquela época. Depois de alguns meses, ele e Mariah resolvem casar-se. Istiuarte se sente deslocado, e afasta-se. Decide aceitar uma proposta de trabalho na Inglaterra, e parte repentinamente. Mariah e Alberto mudam para uma casa maior, esperando ter filhos e encher a casa de gritos infantis. Tempos mais tarde, Istiuarte casa-se com Suzana Cristina. Os anos passam rapidamente. Istiuarte e Suzana Cristina têm um filho após outro, o que dificulta sua relaçao e impossibilita uma proximidade maior entre eles. A crescente preocupaçao com os cuidados dos filhos os distancia, inevitavelmente.Istiuarte começa a sentir saudade do Brasil. Pensa em visitar seus amigos, mas nao tem coragem. No Brasil, Alberto e Mariah vivem a desilusao e a decepçao. Pensavam ter muitos filhos, mas nao conseguiram realizar este sonho. Foram muitas tentativas frustradas. Cada tentativa levava um pouco da alegria do casal. Alberto se refugiava em seu trabalho de escritor e passava o dia inteiro fechado, escrevendo. Mariah se dedicava a buscar métodos alternativos de superaçao de seus infortunios. E cada vez se sentiam mais sós...até o dia que receberam notícias de Istiuarte. Ele estava chegando!!!! Viria passar uns dias. Alberto e Mariah se sentiam eufóricos e felizes com a possibilidade de reencontrar e de abraçar o velho amigo.A batida da porta ao lado faz Alberto despertar de suas lembranças. Era Mariah, que ia ao banheiro de hóspedes. Ele sente seu coraçao acelerar. Temendo o que podia acontecer nos momentos seguintes, ele olha o relógio: sao 3 horas da madrugada. A chuva e o vento nao cansam de dançar lá fora, numa sinfonia noturna inigualável e imperceptível para Alberto, que estava em seu mundo, revivendo seu passado.De súbito, Alberto levanta e volta a passera mais nervosamente pelo quarto. Sente angústia e um forte aperto no coraçao. Estes sentimentos o acompanharam naqueles dias terríveis, quando descobriu que Mariah e Istiuarte estavam se amando. Era muito difícil aceitar que sua mulher e seu amigo tinham se enamorado um do outro. Eles, que foram as pessoas mais especiais em sua vida. Mariah e Istiuarte eram sua família. Ele os reconhecia como os grandes vínculos de sua existência. Mas, agora, sentia novamente a dor de ter sido traído por este amigo e, principalmente, de ter sido traído por Mariah, a mulher de sua vida. Istiuarte tinha entrado em seu lar e tinha levado sua esposa e sua vida. Ou será que este fato tinha sido provocado por Mariah?!? Ele nunca saberia. E nem queria mais pensar nisso. Justamente agora, quando desejava viver integralmente sua relaçao com Leonor, Mariahh voltava a aparecer em sua vida, trazendo com ela as mais amargas lembranças. Depois de anos ela estava ali, a poucos passos de sua porta. Já nao era a mesma Mariah, mas ele nao conseguia deixar de sentir o seu perfume e de intuir os seus gestos. Mariah, em sua longa estada no Nepal, trazia consigo o siêncio e a paz que os anos de meditaçao tinham proporcionado a ela e a todos que se dedicam e acreditam nestas práticas. Alberto sabia que Mariah também tinha sofrido muito. Ele a conhecia. A enfermidade de Istiuarte tinha arrancado muitas lágrimas e horas de sono daquela mulher.

Creuzodete, amiga de Serafim Severino, interessada e curiosa por conhecer os motivos do desconsolo de Istiuarte, pergunta se pode ajudar. Ele a olha e nao responde. Serafim Severino, com os olhos, faz sinal para que ela nao insista. Os quatro caminham pelo parque e observam as pessoas que circulam pela noite, naquele lugar. Gaudêncio, um gaúcho de Lavras do Sul, terra muito singular, continua em silêncio. Sua sabedoria o faz calar. Ele pressente que o amigo de Serafim Severino necessita de solidariedade, mas nao de opinioes. Seu problema nao pode ser banalizado com a interpretaçao de pessoas alheias ao seu contexto. Gaudêncio pensa: "cada um com seu cada qual". E caminha lentamente.A caminhada pelo Hide Park tranquiliza a todos. Pouco a pouco, começam a conversar. Istiuarte, de canto de olho, olha aquela morena que caminha ao seu lado. Neste momento, Creuzodete conversa com Gaudêncio sobre sua cidade, Lavras do Sul. Gaudêncio conta das peculiaridades e dos encantos do municipio em que nasceu. Creuzodete, que havia nascido na Baixada Fluminense, afirma que gostaria de ter tido uma infância telúrica como a de Gaudêncio. Severino tenta falar das praias do nordeste, mas os outros nao permitem. Nao querem entrar na eterna discussao de qual a melhor regiao. Riem, relaxados. Já viveram esta discussao em vários outros momentos. Istiuarte observa os dentes de marfim de Creuzodete, que contrastam com sua pele morena. Ele evita que ela perceba, mas seus olhos admiram a figura bonita dela, com sua maneira de andar e de menear o cabelo. Ele nao consegue desgrudar os olhos da beleza de seu perfil de Nefertite da Baixada.

Mariah de Compostella possuía outro sobrenome, não lembro, penso que era de origem italiana, ou alemã, e quando me falou, o fez uma única vez. Como eu estava prestando atenção em outros itens daquela mulher, acabei esquecendo, pensava Alberto, enquanto fazia um esforço sobre-humano na tentativa de adormecer, sabendo que Mariah estava dormindo no quarto ao lado. Por instantes, enquanto eu apreciava aquela visita imprevista, eu deixo minha mente em devaneios...Mariah de Compostella era uma mulher de meia idade, na adolescência, a caminho da terceira idade, como disse um dia, uma prima de Alberto; podemos chamar também de melhor idade como querem alguns, mas a verdade é uma só, estamos todos indo para ela, mas Mariah de Compostella era uma bela mulher, ainda.Algumas imagens vem a minha mente...Seus seios são assim voluptuosos, suas coxas são roliças, uma indisfarçável barriguinha e umas nádegas avantajadas, complementam aquela estrutura delicada, forte, uma certa graça de menina, encerrada dentro de um pequeno vestido vermelho, que acompanha a cor das unhas longas. Penso eu que vocês podem cismar que a descrição que estou fazendo é de alguém imponderado sexualmente, como eu, mas estou falando sobre ela a um amigo imaginário; mas Mariah de Compostella é assim, então como vou descrever o Pão de Açúcar, como sendo um morrinho com um bondinho, questiono-me! Se na verdade se trata de uma elevação geográfica importante, visitadas por centenas de pessoas em um moderno teleférico? Ora, convenhamos, me chamem de qualquer coisa, menos de hipócrita!Mariah de Compostella já havia partido o coração de alguns homens, além de Istiuarte, durante toda a sua trajetória feminina neste planeta, até então. O tempo fez com a mente e o corpo dela, o que faz com os vinhos: - tornou-o maduro, suave, sensível aos melhores paladares, tinto, encorpado, perfumado, e com vontade de ingerir o seu conteúdo, aos poucos, e sempre acompanhado...Mariah de Compostella é assim. Aonde chega, deixa no ar, o perfume das suas pernas, o aroma das suas coxas, o sabor sentido dos lábios vermelhos, e incita homens como eu e mulheres os melhores desejos, ardentes ou não;Mas Mariah de Compostella esta mudada. Depois do retiro no Nepal, esta fazendo um caminho de volta quando bateu à minha campainha, pois jamais esperava naquele momento seu retorno...e por não esperá-la entro em sonhos abandonado a minha própria sorte, nesta cama...e agora ela esta no quarto ao lado e este barulho? Estará ela vindo ao meu encontro? Ou voltando para o seu quarto? Virá para me deixar sentir seu aroma, ou afastar-se em definitivo? Oh meu Deus!